Noite escura numa rua qualquer
o cheiro da grama molhada ao relento
inúmeras estrelas diante de meus olhos
Um supermercado vinte e quatro horas
estacionamento vazio na madrugada
pálpebras pesadas de sono
O Sol nascendo no horizonte
Embriagando com os amigos fiéis
outra vez sozinho na rua
Passos largos em ruas escuras
sombras demoníacas sob as árvores
chapéus de amigos duendes no chão
Abraçado com uma garota bonita
debaixo de cobertores quentes
Ventos gélidos cortando-me a face
Mochila nas costas e nenhum destino
Som de rock’n roll
sentado na sarjeta
bebendo e fumando sob a fina garoa
Talvez uma praça dos bairros antigos
conversa jogada fora
andando de carro atrás de THC
Deitado na rua às vezes dormindo
sexo dentro de um drive-in
Noite quente de verão
uma árvore até então desconhecida
Um bar no centro da cidade
Trilhos de trem abandonados
Viciados escondidos nas sombras
Prostitutas em suas esquinas
Vômitos em gramas verdes e aparadas
Uma lanchonete que vende comida árabe
Carros passando rapidamente
alguns quase nos atropelando
Mansões colossais em bairros elegantes
urinas etílicas nos portões de ferro
O Sol nasce diante de meus olhos
A ponte parece tão distante
Loucas risadas irrompendo o silêncio
perfumes de Dama- da- Noite no ar
Sessões intermináveis de loucura
Lembranças borradas de um dia corrido
Perdido em algum lugar estranho
Luzes por toda parte
Sons de cigarras invisíveis
Deitado na própria cama
o teto girando sobre a cabeça
uma réstia furtiva invadindo o quarto
Uma nova esperança acendendo
cheiro de cola no meio da sala
O breu da madrugada pesando olhos sátiros
Decepção amorosa sem muita dor
uma chance perdida mais uma vez
talvez não fosse tarde demais
Risadas mefistofélicas na floresta
alucinação coletiva ou realidade desfalecida
As luzes brilham intensamente
Os olhos ardem e lacrimejam
Seios se esfregando em rostos bêbados
o orgasmo tremendo pernas sólidas
Sorrisos extremamente distantes
álcool nas veias, fumaça no pulmão
O Sol nascendo de novo
logo está se pondo outra vez
os dias passando como todos os outros
O nada rotineiro nunca mudando
O hábito que não se desfaz com facilidade
O Sol nasce para apenas morrer
Acordando cansado e dormindo disposto
fragmentos de sonhos e de realidade
Alguém chama no meio do nada
sombras perfeitas nos acompanham
Minhas namoradas dormem tranqüilas
O Sol nascendo novamente
O brilho me desperta em meio à rua
volto para casa mais uma vez
Amanhã eu saio novamente
mais uma lembrança se perderá na história
O Sol nascendo no horizonte.
o cheiro da grama molhada ao relento
inúmeras estrelas diante de meus olhos
Um supermercado vinte e quatro horas
estacionamento vazio na madrugada
pálpebras pesadas de sono
O Sol nascendo no horizonte
Embriagando com os amigos fiéis
outra vez sozinho na rua
Passos largos em ruas escuras
sombras demoníacas sob as árvores
chapéus de amigos duendes no chão
Abraçado com uma garota bonita
debaixo de cobertores quentes
Ventos gélidos cortando-me a face
Mochila nas costas e nenhum destino
Som de rock’n roll
sentado na sarjeta
bebendo e fumando sob a fina garoa
Talvez uma praça dos bairros antigos
conversa jogada fora
andando de carro atrás de THC
Deitado na rua às vezes dormindo
sexo dentro de um drive-in
Noite quente de verão
uma árvore até então desconhecida
Um bar no centro da cidade
Trilhos de trem abandonados
Viciados escondidos nas sombras
Prostitutas em suas esquinas
Vômitos em gramas verdes e aparadas
Uma lanchonete que vende comida árabe
Carros passando rapidamente
alguns quase nos atropelando
Mansões colossais em bairros elegantes
urinas etílicas nos portões de ferro
O Sol nasce diante de meus olhos
A ponte parece tão distante
Loucas risadas irrompendo o silêncio
perfumes de Dama- da- Noite no ar
Sessões intermináveis de loucura
Lembranças borradas de um dia corrido
Perdido em algum lugar estranho
Luzes por toda parte
Sons de cigarras invisíveis
Deitado na própria cama
o teto girando sobre a cabeça
uma réstia furtiva invadindo o quarto
Uma nova esperança acendendo
cheiro de cola no meio da sala
O breu da madrugada pesando olhos sátiros
Decepção amorosa sem muita dor
uma chance perdida mais uma vez
talvez não fosse tarde demais
Risadas mefistofélicas na floresta
alucinação coletiva ou realidade desfalecida
As luzes brilham intensamente
Os olhos ardem e lacrimejam
Seios se esfregando em rostos bêbados
o orgasmo tremendo pernas sólidas
Sorrisos extremamente distantes
álcool nas veias, fumaça no pulmão
O Sol nascendo de novo
logo está se pondo outra vez
os dias passando como todos os outros
O nada rotineiro nunca mudando
O hábito que não se desfaz com facilidade
O Sol nasce para apenas morrer
Acordando cansado e dormindo disposto
fragmentos de sonhos e de realidade
Alguém chama no meio do nada
sombras perfeitas nos acompanham
Minhas namoradas dormem tranqüilas
O Sol nascendo novamente
O brilho me desperta em meio à rua
volto para casa mais uma vez
Amanhã eu saio novamente
mais uma lembrança se perderá na história
O Sol nascendo no horizonte.

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