O meio molda o homem, sempre moldou o homem e sempre moldará o homem. Ratificando o conceito de “tábula rasa”, a personalidade presente, passada e futura de um indivíduo caracterizam-se pelo meio selvagem em que vive. Não há como em pouco tempo alguém querer adulterar seus gestos por simples capricho de sua vontade. O cérebro domina nossos gestos.
O cérebro tem vida própria, independe de seu mestre corpóreo, querer controlar essa massa cinzenta dotada de neurônios é como querer parar um projétil balístico em movimento, machucar-se-ia antes de sentir-se fracassado em sua missão. O cérebro assimila somente aquilo que lhe satisfaz dentro de seu meio selvagem (consideremos como “selvagem” tudo que for externo ao nosso eu interior, o nosso corpo conhecido, em suma, o meio em que vivemos), ao viver ouvindo música clássica durante parte de sua existência num determinado meio, o cérebro não permitirá que uma música “punk” macule sua alvura. Mas coloque o mesmo cérebro em um outro ambiente totalmente diferente. Adaptar-se-ia ao novo local? Claro que sim! O cérebro é mutável assim como a personalidade, aliás, o cérebro é a nossa personalidade. Cada mancha em nossa “tábula rasa” é uma mancha a mais, e uma nova mancha nunca limpará a velha. Nosso cérebro não vai mudar, apenas se adaptará à recente situação.
Eis os fatores da múltipla personalidade. Vivendo um mundo de múltiplas situações, desenvolvemos a capacidade de elevar cada uma de nossas personalidades para lidar com cada situação ou estresse como preferir vossa filosofia.
Vejo-me vivendo em um mundo estressante, de múltiplas situações, para cada uma delas eu sou uma pessoa diferente: o bom filho, o amigo fiel, o ateu revolucionário, o poeta, o deprimido etc., etc., etc., tudo afluindo dentro de um único corpo pensante e “sentimentante”.
A água quando ferve, borbulha para fora cada uma dessas personalidades, às vezes até se elevam e escapam em situações impróprias, mas cada uma dessas personalidades é regida pelo mesmo coração, o ser único, sua doutrina é regida apenas pela emoção, ele não pensa. Então eis o conflito!
Como distinguir cada uma dessas personalidades se elas têm um único coração para compartilhar? Como podem dizer que eu não estou sendo meu verdadeiro eu se só existe um eu? O homem é uma “tábula rasa” e cada mancha nessa tábula é uma ranhura a mais na personalidade. Não olhemos para a cabeça, muito menos os olhos – eles mentem descaradamente -, se queres sentir a verdadeira personalidade do homem selvagem, olhe para o coração e sinta-o. Mesmo que sua visão conflite com toda a natureza visível desse indivíduo, o órgão que pulsa por debaixo da pele, da gordura, do sangue e dos ossos é quem verdadeiramente demonstra a personalidade selvagem do homem.
O resto é apenas a sociedade, nada mais.
Vejo-me vivendo em um mundo estressante, de múltiplas situações, para cada uma delas eu sou uma pessoa diferente: o bom filho, o amigo fiel, o ateu revolucionário, o poeta, o deprimido etc., etc., etc., tudo afluindo dentro de um único corpo pensante e “sentimentante”.
A água quando ferve, borbulha para fora cada uma dessas personalidades, às vezes até se elevam e escapam em situações impróprias, mas cada uma dessas personalidades é regida pelo mesmo coração, o ser único, sua doutrina é regida apenas pela emoção, ele não pensa. Então eis o conflito!
Como distinguir cada uma dessas personalidades se elas têm um único coração para compartilhar? Como podem dizer que eu não estou sendo meu verdadeiro eu se só existe um eu? O homem é uma “tábula rasa” e cada mancha nessa tábula é uma ranhura a mais na personalidade. Não olhemos para a cabeça, muito menos os olhos – eles mentem descaradamente -, se queres sentir a verdadeira personalidade do homem selvagem, olhe para o coração e sinta-o. Mesmo que sua visão conflite com toda a natureza visível desse indivíduo, o órgão que pulsa por debaixo da pele, da gordura, do sangue e dos ossos é quem verdadeiramente demonstra a personalidade selvagem do homem.
O resto é apenas a sociedade, nada mais.

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